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Como identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem dos alunos?

Em uma sala de aula existem diversos perfis de alunos. Por isso, os professores e as escolas estão sempre atentos em relação a formas de como identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem.

Essas dificuldades são percebidas dentro das escolas, mas, principalmente por pais e responsáveis e podem estar ligados a quadros neurológicos.

Um estudo da UNICAMP analisou 100 crianças de ambos os sexos com idade média de 8 anos e identificou as queixas mais frequentes:

  • dificuldades de aprendizagem (46%);
  • dificuldades de atenção/memória (19%);
  • dificuldades comportamentais (15%).

Os diagnósticos feitos na avaliação das crianças com esses problemas foram: 

  • dificuldades escolares com diferentes origens – DE’s (39%); 
  • distúrbios de aprendizagem – DA’s (21%); 
  • Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH (9%).

Esse cenário reforça que a identificação de uma limitação que o aluno demonstra deve ser seguida de uma avaliação profissional.

Neste post vamos falar sobre como identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem para que os alunos consigam vencer suas barreiras com o todo apoio possível.

Boa leitura!

Como identificar dificuldades de aprendizagem: 5 dicas

Algumas dificuldades de aprendizagem são normais e temporárias, mas também podem revelar problemas que o aluno possui e que precisam ser melhor avaliados e tratados corretamente.

Como destaca o estudo que citamos acima, as dificuldades escolares têm diversas origens, então a parte da avaliação é uma segunda etapa importante nesse processo.

Para te ajudar a ser mais atento em relação ao comportamento dos alunos, separamos algumas dicas do que fazer para identificar dificuldades de aprendizagem.

1. Observe os alunos durante as aulas

Ter atenção ao comportamento de cada aluno da turma ajuda a identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem.

Repare como eles interagem entre si, se tiram dúvidas em relação a matéria, se estão atentos ao quadro, se fazem anotações, etc.

Com esses elementos, você consegue trocar informações com outros professores se identificar alguma dificuldade em um aluno ou mais.

Assim, fica mais fácil entender se é algo específico relacionado a sua matéria — a matemática, por exemplo, é um desafio para muitos alunos — ou se isso se repete em outras disciplinas.

2. Inclua atividades para testar a retenção de aprendizado

Para que a dinâmica de ensino-aprendizagem seja mais flexível e menos engessada, trabalhe com atividades avaliativas durante as aulas.

Elas podem valer ponto ou não, vai depender de como você avalia a receptividade dos alunos, mas pode haver algum benefício que não seja especificamente uma nota.

Por exemplo: depois de introduzir um novo conceito ou explicar um método de cálculo, proponha uma atividade prática.

Quiz interativo, um formulário online de múltipla escolha ou jogos eletrônicos educativos são algumas opções.

Varie entre atividades individuais e em grupos para analisar como os alunos se saem e  identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem.

3. Seja criativo na hora de estimular a participação

Outra forma de identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem é estimulando a participação dos alunos.

Seja cuidadoso nessa abordagem porque, muitas vezes, o próprio aluno percebe sua limitação, mas não fala nada e se retrai na sala de aula.

Então, comece com atividades em grupo e determine que cada aluno precisa explicar uma parte e que eles podem falar de suas cadeiras mesmo, sem precisar se levantar.

Isso ajuda a diminuir a ansiedade de se expor para a turma. Permita também que os alunos usem recursos como vídeos ou apresentações para que eles se interessem mais em colaborar.

Dessa forma, você pode avaliar se o aluno consegue se expressar, se mantém o foco ou se o nervosismo atrapalha o raciocínio e a fala.

A dislalia é o nome técnico para as dificuldades de fala que o aluno pode demonstrar nesse momento. 

Leia também: Como fazer um plano de aula EAD: 5 dicas que fazem a diferença. 

4. Avalie caligrafia e escrita

Nos primeiros anos da educação infantil, os alunos podem demonstrar dificuldades iniciais, mas é importante que eles consolidem as habilidades básicas.

Então, proponha atividades dissertativas que são aquelas onde o aluno precisa escrever sua opinião em um parágrafo ou por meio de uma redação.

Como a tecnologia está presente na sala de aula é importante mesclar atividades digitais com outras mais analógicas.

Monte atividades práticas para que os alunos escrevam no papel papel e treinem a caligrafia.

Todos esses materiais servem de base para identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem como dislexia e disgrafia

5. Teste dificuldade para enxergar

Pode acontecer de um aluno ter dificuldades de aprendizagem por simplesmente não conseguir enxergar o quadro.

As crianças não percebem que têm problemas para enxergar quando são muito pequenas. Afinal, não tem um parâmetro para comparação.

Durante as aulas, observe se o aluno esfrega muito os olhos ou se os espremem para ver o quadro. Até se a criança evita atividades físicas ou brincadeiras podem ajudar a identificar esse problema.

Como avaliar as dificuldades de aprendizagem?

Depois que o professor identifica alguma das dificuldades acima, o próximo passo é avaliá-la para descobrir a causa do problema.

É necessário que a escola direcione os pais para realizar uma avaliação de saúde com profissionais competentes.

Alguns profissionais que trabalham nessa avaliação educativa são: neurologistas, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e psiquiatras.

É importante que a escola não seja taxativa na avaliação da criança, pois suposições podem criar desentendimentos com os pais e até constranger o aluno.

O método de tratamento para ajudar o aluno a lidar com suas dificuldades de aprendizagem será algo que os pais vão decidir em conjunto com os médicos.

Prepare seus professores para lidar com as dificuldades de aprendizagem

Com as dicas acima, os professores podem aprender como identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem.

Investir em treinamentos para capacitar os professores também é essencial para que eles entendam a importância de ter atenção ao comportamento dos alunos.

Para isso, a organização da gestão escolar é essencial. Ter ferramentas de comunicação e produtividade, além de recursos tecnológicos para enriquecer as aulas, fortalece a capacidade das instituições de ensino.

Conheça a experiência do Senai Bahia com o Google Workspace for Education no dia a dia no vídeo abaixo:

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