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Fluência digital: o que é e como integrá-la na educação?

A fluência digital é a habilidade de compreender a transformação digital e o potencial dos seus recursos como meios para alcançar objetivos educacionais, indo além da sua utilização como um processo de sala de aula ou fonte de entretenimento.

Quando uma escola começa a explorar o uso da tecnologia na educação, é comum pensar que as novas ferramentas vão facilitar o dia a dia, agilizar tarefas e a compreensão do conteúdo.

Todos esses pontos são vantagens reais, mas a fluência digital na educação proporciona uma visão mais profunda dessas mudanças.

A tecnologia entra em prática para contribuir na busca por melhorias na educação, formando alunos com capacidade para se desempenhar melhor na vida estudantil e, futuramente, na vida profissional.

No cenário atual é importante não só entender o que é fluência digital, mas também sua importância e como fazer para capacitar os professores e colocar a fluência em prática.

Continue a leitura e entenda todos esses pontos sobre fluência digital na educação.

O que é fluência digital?

A fluência digital é a capacidade de entender e aplicar os recursos tecnológicos para gerar modificações e ressignificações no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

A associação que fazemos mais facilmente ao termo ‘fluência’ está relacionada ao aprendizado de um idioma.

Ser fluente, entretanto, não significa saber absolutamente tudo sobre um idioma que é vivo e se ramifica em várias vertentes que possuem seus sotaques e vocabulários específicos.

Assim como saber usar a língua para construir a comunicação, a fluência digital na educação é ter a capacidade de usar o conhecimento funcional das ferramentas para professores para alcançar objetivos educacionais.

A última edição da pesquisa TIC Educação analisou o ano de 2020 que foi desafiador para a educação nacional por causa da pandemia da Covid-19.

Além de usarem recursos como grupos de mensagem virtual com alunos e/ou pais e aulas gravadas, as escolas também passaram a utilizar ambientes virtuais de aprendizagem para dar continuidade às atividades pedagógicas durante o período de isolamento:

  • 80% das escolas estaduais;
  • 75% das escolas particulares;
  • 42% das escolas municipais.

Esse é um exemplo de ressignificação que a fluência digital proporciona, pois partindo do objetivo de continuar o ensino dos alunos, a tecnologia entra como um meio para criar um ambiente onde todos podem se reunir.

Importância da fluência digital na educação

A tecnologia é o presente e continuará sendo o futuro. Não só na educação, mas em várias áreas em que novos conceitos como inteligência artificial, big data, algoritmos, etc. já estão sendo colocados na prática.

E a fluência digital na educação é importante porque auxilia a formação dos professores para que eles possam não só conhecer ferramentas, mas também usá-las a favor dos seus objetivos.

Esse pensamento puxa um gancho importante relacionado à formação profissional dos educadores. Nem todos são nativos digitais e possuem limitações de conhecimento e até de acesso a tecnologia.

Por isso, quando uma instituição de ensino adota a fluência digital como princípio, ela promove um incentivo ao conhecimento e ao aprimoramento sobre o tema dentro da realidade da escola. 

Existem vários métodos para alinhar a capacitação dos professores a tecnologia. Um dos mais conhecidos é o TPACK, que é a sigla para Technological Pedagogical Content Knowledge, em português, significa Conhecimento Tecnológico Pedagógico do Conteúdo.

Esse modelo foi criado para orientar quais os tipos de habilidades e conhecimentos o professor precisa ter para desenvolver a prática pedagógica em um ambiente de aprendizado tecnológico.

O objetivo do TPACK é a integração perfeita entre conteúdo, prática pedagógica e tecnologia.

Essa tríade é a base do trabalho das escolas que precisam alinhar o que vai ser ensinado e os métodos pedagógicos que atendem os objetivos de ensino-aprendizagem para criar uma experiência rica.

Aliado a isso, a tecnologia entra como um fator estratégico que coloca o aluno em contato com as tendências de aprendizado, ajudando-o a ver as ferramentas além da sua capacidade de entreter ou de substituir um processo por outro.

Etapas para alcançar a fluência digital

Para que a fluência digital da educação seja efetiva, é importante buscar conhecimentos e basear a implementação dessa cultura em pesquisadores confiáveis da área educacional. 

Um dos destaques é o Dr. Ruben Puentedura que se dedica aos estudos sobre tecnologia e educação.

O método SAMR (Substituição, Ampliação, Modificação e Redefinição) criado por ele mostra como os recursos tecnológicos afetam a educação progressivamente até conseguirem consolidar mudanças. 

Nas etapas de substituição e ampliação, os professores estão aprimorando o uso das ferramentas e, depois, chegam nas etapas de modificação e redefinição onde ensino-aprendizagem é transformado, criando um novo caminho.

Dê o play no vídeo abaixo para conhecer o SAMR:

Para entender melhor, explicamos sobre cada fase a seguir.

Substituição

A substituição como o nome já dá a entender é a ação de trocar materiais impressos por sua versão em PDF ou Word, por exemplo. Ou ainda trocar os trabalhos feitos a mão pelos feitos no computador.

Esses exemplos apenas substituem o método anterior e não criam um método pedagógico novo. Porém, é o primeiro passo para muitas instituições rumo à fluência digital. 

Ampliação

Na etapa de ampliação, a substituição do método anterior por outro que inclui a tecnologia já agrega um benefício a mais além da troca.

Por exemplo, uma apresentação ao invés de utilizar apenas texto, inclui um vídeo que facilite a compreensão de um conceito. Ou o professor que cria um documento colaborativo para compartilhar links de materiais extras com os alunos. 

Os dois exemplos trazem benefícios práticos para a dinâmica da sala de aula.  

Modificação

Abrindo as fases finais do modelo de fluência digital do SAMR, na modificação, a tecnologia dá um novo significado para a tarefa. 

Por exemplo, quando o professor e os alunos passam a interagir em uma sala de aula virtual, fazer tarefas de forma remota por meio de arquivos colaborativos ou ainda trabalhos que o professor comenta e corrige digitalmente e depois compartilha no blog da turma para outros alunos. 

Esses exemplos não só modificam o meio, mas também continuam o trabalho em equipe em um novo nível, além de ampliar o alcance do que é produzido pelos alunos. 

Leia também: Tutorial Google Classroom para professores.

Redefinição

Na redefinição, a tecnologia apoia a expansão do aprendizado, tornando os alunos criadores de conteúdo a partir de seus trabalhos.

Assim, com o apoio do professor, os alunos podem criar materiais em áudio, vídeo e imagem que construam um histórico que permite avaliar melhor os resultados das turmas.

Com isso, a tecnologia vai ajudar tanto a digitalizar o conteúdo quanto a consolidar o processo pedagógico das instituições de ensino.

Sua escola é fluente digital?

Agora que você já sabe o que é fluência digital, pode analisar como anda esse processo na sua instituição e onde ainda é preciso investir para ampliar o alcance da tecnologia.

No vídeo abaixo, você confere uma discussão super enriquecedora de como a tecnologia na educação pode mudar realidades. Dê o play!

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