sala invertida na educação infantil

Como fazer a sala de aula invertida na educação infantil: passo a passo e dicas!

A sala de aula invertida na educação infantil é uma das estratégias atuais que acompanha a transformação digital e do modelo de ensino.

Você, com certeza, notou que as metodologias de aprendizagem ganharam, há algum tempo, uma nova “roupagem” para atender às mudanças da sociedade. Isso não poderia ser diferente.

Afinal, a educação e o meio precisam interagir para gerar um aprendizado atualizado, eficiente e que, de fato, prepare o aluno para o mundo atual.

Grande parte dessas adaptações inclui o uso de ferramentas digitais, tecnologia, autonomia, inovação e muita criatividade. Como é o caso da sala de aula invertida na educação infantil.

Vamos entender melhor esse novo modelo de educação e como você pode utilizá-lo?

O que é e como funciona a sala de aula invertida?

A sala de aula invertida é uma estratégia educacional desenvolvida com base no modelo híbrido de ensino, que mescla o ambiente virtual e físico. O seu principal objetivo é dar mais autonomia e protagonismo para os estudantes.

Também pode ser chamada de aprendizagem invertida, em inglês, Flipped Learning, ou Flipped Class, trata de oferecer aos estudantes a possibilidade de acessar parte do conteúdo, das atividades ou materiais, antes da aula sobre o tema.

Não ficou claro?

Então, antes de entendermos melhor como funciona a sala de aula invertida, vamos analisar a dinâmica do modelo tradicional. Nele o professor é o único detentor do conhecimento, então, ele monta seu plano de aula, ministra a teoria, aplica exercícios de fixação e, em alguns cenários, realiza debates e reflexões.

Já na sala de aula invertida, o professor envia conteúdos, vídeos, podcasts e atividades relacionadas ao tema, antes da aula.

Assim, o aluno pode ter o primeiro contato com a matéria ativamente e, então, realizar pesquisas e consultas de forma autônoma para desvendar aquele assunto. E o melhor, no momento que ele estiver mais disposto.

O passo seguinte é a aula propriamente dita, na qual o professor vai explicar mais profundamente o tema. E, claro, tirar dúvidas e responder se as informações colhidas pelos alunos são verdadeiras.

Dessa forma, o debate e as reflexões acabam fazendo parte de quase todos os processos do aprendizado Isso, claro, torna o estudo mais rico, dinâmico e interativo para os alunos e para o professor.

Podemos concluir que na sala de aula invertida existem duas alterações básicas:

  • O professor passa a ser um guia ou mediador do conhecimento, oferecendo parte do processo ativo aos alunos;
  • E a ordem dos processos se altera, em relação ao método tradicional, favorecendo a participação dos alunos e a troca com colegas e professores.

A sala de aula invertida pode ser aplicada desde o ensino básico até estudos posteriores à graduação. Com inúmeras vantagens para todas as idades, inclusive para a educação infantil. Auxiliando no desenvolvimento da autonomia, do aprender a aprender e o fazer, de fato.

Além, é claro, de incentivar a participação e as trocas familiares, o relacionamento com outros colegas e com a própria escola.

Principais desafios de inserir a sala de aula invertida na educação infantil

Como você já deve imaginar, o protagonismo e a autonomia do aprendizado dependem do engajamento do aluno com esse novo modelo. É preciso contar, portanto, que ele terá – ou desenvolverá – um perfil investigativo para desvendar, previamente, os temas propostos.

Para os alunos mais comprometidos, curiosos e até mesmo mais competitivos, o método de aprendizagem invertida vai ser extremamente eficiente. Afinal, ele se sentirá desafiado a descobrir informações e identificar padrões sozinho. Para, então, participar ativamente da explicação, dos exercícios e da reflexão em sala de aula, seja presencial ou online.

Infelizmente, muitos alunos não apresentam esse perfil e parecem descompromissados com essa atividade extra-aula. Nesses casos, podem ocorrer barreiras de adesão à implantação da sala de aula invertida na educação infantil.

Outro fator extremamente desafiador é a falta de estrutura para a prática do aprendizado invertido. Estamos falando tanto da desigualdade do acesso a ferramentas tecnológicas, como internet e computador, quanto a falta do amparo familiar para acompanhar as atividades da aula invertida na educação infantil.

Afinal, é preciso contar com a ajuda dos responsáveis, seja para acessar, imprimir, ou auxiliar na busca das atividades propostas. Sabemos que, por inúmeras razões, não são todas as crianças que possuem esse suporte tecnológico e familiar.

Mas isso não quer dizer que a prática da sala de aula invertida na educação infantil é inviável. Muito pelo contrário. Os investimentos tecnológicos têm se tornado prioridade tanto para as instituições, quanto para o Estado.

Assim como o incentivo a autonomia dos alunos e a mudança do pensamento relacionado ao papel ativo deles na educação. Isso, com o tempo, minimizará grande parte dos desafios encontrados.

Como fazer a sala de aula invertida na educação infantil: passo a passo

sala de aula invertida

1. Monte um planejamento

A sala de aula invertida na educação precisa considerar as peculiaridades dessa faixa etária, facilidades, dificuldades e as possibilidades da turma. Criar um planejamento de ação é, portanto, um passo fundamental para que esse modelo funcione, na prática.

Nele precisa constar:

  • Os objetivos;
  • Ferramentas disponíveis (tanto dos alunos, quanto da instituição);
  • Quais materiais de apoio serão fornecidos em cada aula;
  • Principais canais de contato, compartilhamento e acesso;
  • Cronograma das aulas e dos materiais baseados no plano de ensino.

2. Comunique antecipadamente pais e alunos sobre os materiais disponibilizados

Como o aluno precisará de tempo para acessar os conteúdos, realizar as pesquisas e formular a sua apresentação, é preciso oferecer um prazo condizente com a atividade.

Por isso, insira no calendário a data do aviso aos pais e alunos, com todas as informações necessárias para eles desenvolverem as atividades propostas.

3. Crie lembretes para estimular o engajamento dos alunos

Como se trata de uma metodologia nova, é importante relembrar prazos e a atividade proposta. Estimulando, assim, a participação e até criando estratégias para aguçar a curiosidade e a vontade de realizar o desafio.

4. Em sala de aula…

Em sala de aula, reserve um momento para a apresentação dos resultados de cada aluno, grupos e trocas entre eles. Essa etapa é fundamental para tornar o aprendizado mais rico, dinâmico e participativo.

5. Apresente o conteúdo e faça as reflexões finais

Por fim, a etapa que seria a primeira no modelo tradicional, nela devemos fazer a apresentação do tema de forma teórica, proposição de exercícios de fixação e reflexões finais sobre o tema!

Ideias para atividades de sala de aula invertida na alfabetização

dicas para sala invertida na educação infantil

Diferente do modelo aplicado a adolescentes e jovens, na sala de aula invertida na educação infantil é necessária a presença, ou o suporte, de outras pessoas. Como pais, responsáveis, irmãos, ou colegas.

Mas o ideal é aplicar atividades que possibilitem o maior nível de autonomia possível. Como, por exemplo:

  • Desenvolvimento de vídeos interativos,
  • Desafios de pesquisas, como, por exemplo, falar de algum animal que ande sobre duas patas;
  • Leituras lúdicas que falem sobre letras, operações matemáticas, biologia.
  • E tantas outras.

Bom, na verdade, não há limite para a criação de atividades dentro do modelo da aprendizagem invertida. Inclusive, elas podem ser por meios offline, como livros, TV e observação do meio. Mas também é possível utilizar a tecnologia para trazer ainda mais dinamismo, interatividade e conectividade para os alunos.

Ferramentas digitais extremamente úteis na metodologia da sala de aula invertida na educação infantil

O combo do Google Workspace possui uma série de ferramentas, funcionalidades e opções para oferecer o conteúdo ou as atividades antes da aula.

Podemos usar o Google Apresentações, por exemplo, para criar cenários interativos, ou carregar documentos, vídeos e áudios na plataforma do Google for Education, por exemplo.

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