desafios volta às aulas presenciais

Volta às aulas presenciais: como tornar esse processo mais prazeroso para alunos e educadores?

A volta às aulas presenciais ainda gera muitos receios, incertezas e apresenta desafios até então desconhecidos para as instituições estudantis.

Sabemos que os efeitos gerados pela pandemia ultrapassam as questões sanitárias e econômicas, eles alteraram a configuração de toda a sociedade. Desde como andamos na rua, nossos cuidados com higiene, até as relações interpessoais.

Mas, sem dúvidas, a educação foi uma das áreas mais impactadas durante esse período. Afinal, as consequências podem perdurar por gerações, tanto no quesito aprendizado, quanto nas interações e na prática do ensino.

Hoje, a maior parte das instituições de ensino já voltaram com as aulas presenciais, ou mantém o sistema híbrido. Mas o fato é que essa volta às aulas presenciais deixou claro a magnitude dos novos desafios. E as instituições precisam compreender o que fazer para contorná-los da melhor maneira possível.

Neste artigo, vamos analisar um pouco sobre os principais desafios da volta às aulas e procurar responder alguns questionamentos dessa nova fase. Vamos lá?

Desafios da volta às aulas presenciais

volta às aulas

Em 17 de março de 2021, começaram as aulas remotas emergenciais, aprovadas pelo Ministério da Educação. A medida estava entre as normas de afastamento social implementadas por diversos países pelo mundo. E se fez necessária devido à confirmação dos primeiros casos de COVID-19.

Os desafios para o sistema educacional, relacionados à pandemia, começaram logo na transição para as aulas remotas. Afinal, muitas escolas e famílias não estavam preparadas para essas mudanças. A falta de conhecimento tecnológico, estrutura básica para aulas online e os receios potencializaram os obstáculos.

Com a volta às aulas os educadores perceberam que muitas dessas dificuldades tiveram consequência que atingiam diversas áreas, como:

  • Desenvolvimento;
  • Cognição;
  • Habilidade de relacionamento;
  • Comportamental;
  • Aprendizagem;
  • Entre outros.

Algumas delas já haviam sido identificadas durante as aulas remotas, principalmente aquelas que poderiam ser analisadas por meio de métricas. Como, por exemplo, o nível de aprendizagem e comprometimento dos estudantes.

Mas muitas acabaram surpreendendo alguns educadores. Vamos analisar melhor esses desafios e entender a origem deles?

1. Atrasos na aprendizagem

Um dos maiores desafios das aulas remotas foi a desigualdade tecnológica do país. Muitos locais, ainda hoje, não possuem estrutura básica para atender ao ensino remoto. Isso acabou aumentando a desigualdade do acesso ao conhecimento e ao ensino.

E, claro, atrasou a aprendizagem de alunos que não puderam acessar o material disponibilizado online, ou assistir às aulas remotas. Outros pontos que também colaboram para o atraso da aprendizagem são:

  • A evasão escolar;
  • Excesso de falta;
  • Queda na autonomia no aprendizado;
  • Desvio frequente da atenção por fatores externos;
  • Falta de participação nas aulas;
  • Entre outras.

Um ponto que também chama a atenção é a diminuição do potencial de aprendizagem devido ao retrocesso de habilidades e capacidades.

Alguns educadores perceberam atrasos no desenvolvimento físico e cognitivo dos alunos na volta às aulas. Isso pode ser explicado pela falta da aplicação prática da pedagogia voltada para o desenvolvimento, principalmente em crianças.

Mas também há a possibilidade do retrocesso devido a causas emocionais, traumas, etc.

Esses atrasos, naturalmente, vão gerar impactos que acompanharão o estudante durante um certo período de tempo.  E a escola precisa achar meios – e métodos – para minimizar esse hiato na aprendizagem.

Esse é, sem dúvidas, um dos maiores desafios na volta às aulas.

2. Descoberta sobre o modelo presencial para os alunos que começaram a educação online, durante a pandemia

Se para jovens a readaptação ao presencial foi um desafio, imagine para as crianças que começaram a sua vida escolar remotamente.

Elas não apenas terão que lidar com as descobertas comuns para essa fase, como precisarão compreender que o modelo que conhecem já não é mais válido. Principalmente estudantes de instituições que não utilizam ferramentas digitais na educação presencial.

3. Gerenciamento de novas emoções e condutas

Muitos educadores perceberam alterações comportamentais significativas nos alunos na volta às aulas. Alguns desenvolveram dificuldade em compartilhar brinquedos, materiais e até mesmo a atenção com outros colegas.

Sabemos o quanto o convívio social é fundamental nessa questão, e a falta dele, durante o período pandêmico, acabou impactando negativamente o senso de grupo e colaboratividade.

Algumas instituições também identificaram um aumento de casos de brigas e violência na volta às aulas. Isso pode ser explicado pelo individualismo que falamos anteriormente, mas também pelo acúmulo e desequilíbrio das emoções.

Afinal, eles precisaram lidar com diversas mudanças, tanto no ambiente escolar, quanto no familiar. Alguns, inclusive, enfrentaram outras situações ainda mais desafiadoras. Como perdas de pessoas próximas devido ao COVID, dificuldades financeiras e outros traumas emocionais ocasionados por esse período tão complicado.

Os educadores, portanto, também possivelmente fragilizados, precisam entender como gerenciar essas novas emoções e condutas adversas.

4. Dificuldade em seguir horários, respeitar limites e se concentrar por um período mais longo de tempo

Outro desafio que tem dificultado – e muito – a volta às aulas é a adaptação aos limites e cronogramas do ensino presencial. Alguns alunos não precisaram seguir horários fixos em casa, seja para as aulas, atividades, sono, entretenimento ou para o lanche.

Tornando a flexibilidade de horários algo natural e isso, claro, gera um choque na volta às aulas. Os educadores, portanto, precisam explicar novamente o cronograma da aula presencial, desenhar os limites e readaptar esses alunos para segui-los.

Falando nisso, obedecer limites impostos, muitas vezes diferentes daqueles aplicados em casa, também é um grande desafio na volta às aulas. Tanto pela presença de um “novo” guia (professor), quanto pelas inúmeras mudanças vivenciadas.

5. Dificuldade de concentração

E, por fim, a falta de concentração! Esse é um desafio que já estava presente antes da pandemia, mas se intensificou na volta às aulas.

Afinal, além da energia, da aceleração e do dinamismo demandados para atender a geração atual, ainda temos a readaptação ao ambiente escolar físico e às aulas mais longas.

Muitas escolas diminuíram o tempo das aulas para aumentar a presença e o engajamento dos alunos remotamente. Isso acabou atrofiando as habilidades de concentração durante períodos maiores.

Tantos desafios, não é mesmo? Mas será que existem meios para minimizar as consequências?

Sim! Veja algumas dicas!

Dicas para driblar os desafios da volta às aulas presenciais

  • Inteligência emocional

Falamos sobre algumas mudanças comportamentais e como a elasticidade dos limites, dificuldade de compartilhamento e maleabilidade de horários causam inúmeros problemas dentro do ambiente escolar.

Mas, diferente de quando a criança entra na idade escolar, agora essas questões são ocasionadas por um cenário completamente novo, muitas vezes traumático e fora do controle. O que, naturalmente, exige uma porção a mais de paciência, compreensão e moderação dos profissionais da educação.

A inteligência emocional é, portanto, um requisito para minimizar os embates e diminuir o estresse em um cenário já tão delicado e desafiador.

  • Trazer a autonomia do ensino remoto para a melhora da aprendizagem no ambiente físico

Outro desafio da volta às aulas, que citamos acima, é a diminuição da autonomia das crianças e jovens. O que acaba sendo surpreendente, afinal, a geração atual é naturalmente mais independente na busca pelo conhecimento, com acesso e habilidade para operar diversos meios.

Para estimular e retomar o protagonismo na aprendizagem, as escolas podem desenvolver estratégias e atividades voltadas para essa finalidade. Como, por exemplo, implementar as metodologias da sala de aula invertida, integrada e colaborativa.

Essas metodologias ativas de aprendizagem colaboram com a autonomia e independência. Tanto na obtenção do conhecimento, quanto na resolução de problemas. Além de impactar positivamente na comunicação e convivência entre os alunos.

  • Manter a inovação, a tecnologia e o meio digital dentro da sala de aula

tecnologia na volta às aulas presenciais

A tecnologia na educação já é uma realidade para grande parte das escolas, mas ela se torna ainda mais importante para driblar alguns desafios da volta às aulas. Afinal, como citamos, muitos alunos apresentaram dificuldade de concentração no ensino presencial, assim como déficit na aprendizagem.

Isso quer dizer que os educadores precisam ser mais criativos e inovadores ao ministrar as aulas. Além de garantir que todos os alunos receberão as matérias atrasadas, no caso do grupo de estudantes que não teve acesso total ao ensino remoto.

Assim, eles poderão acessar as informações para relembrar ou fixar conteúdos que já foram disponibilizados anteriormente. Mas, para isso, é fundamental a continuidade do uso da tecnologia na volta às aulas.

Dessa forma, podemos otimizar a aprendizagem e garantir uma transição mais fluida para o ensino presencial.

Dúvidas sobre quais ferramentas digitais utilizar na sala de aula? Ou se a sua escola possui uma boa estrutura tecnológica para dar suporte à volta às aulas?

Bom, existem inúmeras possibilidades de sistemas e tecnologias para a educação. Mas uma delas consegue unir diversas funcionalidades que vão auxiliar alunos, educadores e instituições a driblar alguns dos principais desafios que citamos.

Conheça um pouco mais sobre a plataforma G Suite for Education.

Solução tecnológica para auxiliar na volta às aulas: G Suite for Education

O G Suite for Education é um pacote de ferramentas que a Google desenvolveu com o objetivo de oferecer às instituições de ensino uma série de facilidades tecnológicas.

A plataforma possui ferramentas de gestão, comunicação, criação e colaboração. Todas com o objetivo de tornar mais fácil a rotina de alunos, professores e gestores pedagógicos.

Algumas das ferramentas que fazem parte do G Suite for Education:

  • Gmail;
  • Drive;
  • Criação (Documentos, PLanilhas, Apresentações, Formulários, Sites, My Maps);
  • Meet;
  • Chat;
  • Jamboard;
  • Agenda;
  • Grupos;
  • E, claro, o Classroom.

Não sabe ao certo como implantar ferramentas digitais na educação? A Safetec pode te ajudar!

A Safetec Educação é uma empresa de consultoria em tecnologia em nuvem que tem apresentado grande sucesso na implantação da transformação digital educacional em instituições de ensino.

Empregue também em sua escola os softwares que já estão ajudando 80 milhões de estudantes ao redor do mundo a se desenvolverem com muito mais engajamento, criatividade e aproveitamento.

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